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Millenials e Geração Z: jovens consumidores de notícias preocupados com a desinformação (também) nos media

Setembro 12, 2022

“Os jovens estão a seguir as notícias, mas não estão muito satisfeitos com o que estão a ver” – de acordo com a Associated Press, esta é a conclusão geral de um estudo do projeto Media Insight, do qual a agência noticiosa faz parte. Com base numa amostra de 5975 norte-americanos com idades compreendidas entre os 16 e os 40 anos, o relatório “Fatigue, traditionalism, and engagement: the news habits and attitudes of the Gen Z and Millennial generations” constatou a existência de acessos regulares a informação para lá das redes sociais, bem como a preocupação generalizada com as consequências e a prevalência da desinformação.

Segundo o American Press Institute, que integra igualmente o projeto Media Insight, nove em cada 10 inquiridos “sentem que a desinformação é um problema. Sete em cada 10 sentem que foram pessoalmente vítimas dela. E não têm a certeza de quem culpar pela crise da desinformação”. As plataformas e os utilizadores de redes sociais, bem como os políticos, são apontados como eventuais responsáveis, aos quais se juntam os próprios media (sobretudo os de alcance nacional). Como se constata no relatório (p. 30), a promoção de conflitos pelos conteúdos dos meios de comunicação social destaca-se como um dos grandes problemas – para 60% da amostra – do amplo contexto noticioso. A existência desta perceção “pode surpreender as pessoas nos meios de comunicação que acreditam estarem a combater a desinformação”, refere a Associated Press, mas pode ser lida como uma crítica aos canais noticiosos “que preenchem o tempo de antena com debates sobre questões específicas, muitas vezes pondo as pessoas com pontos de vista extremos”.

Apesar do descontentamento face às notícias, “79% [dos inquiridos] relatam receber notícias diariamente. Trinta e oito por cento descrevem-se a si próprios como pessoas ativas na procura de notícias e informações. E um terço paga por subscrições de notícias”, sublinha o American Press Institute. O relatório completo pode ser acedido aqui, entre os recursos do MILObs.