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Portugal acima da média no índice europeu de literacia mediática

Abril 11, 2018

A escala é de zero a cem. No topo está a Finlândia, com 76 pontos, na cauda a Macedónia, com apenas 10. A média dos 35 países analisados pelo Media Literacy Index 2018 é de 50 pontos. Um valor que Portugal supera ao atingir os 59 pontos neste ranking elaborado pela European Policies Initiative do Open Society Institute.

Olhando para os primeiros e para os últimos lugares há uma tendência que se desenha: os países do noroeste da Europa são os que apresentam, à partida, maior capacidade de resiliência ao impacto de notícias falsas, ao contrário dos países dos Balcãs, que surgem no extremo da tabela e, portanto, numa situação de maior vulnerabilidade.

Para avaliar o potencial de resiliência a notícias falsas nos países europeus, o índice teve em conta uma série de indicadores, que assumiram pesos diferentes na avaliação dos níveis de literacia mediática.

Foi dado um peso maior aos indicadores de liberdade de imprensa (a partir de dados da Freedom House e dos Repórteres sem Fronteiras) e de escolaridade (PISA). Já os indicadores de e-participação (ONU) e de confiança nas pessoas (Eurostat) assumiram uma menor importância na equação.

Portugal desceu um lugar face ao ranking do ano passado, ocupando a 15ª posição, ex-aequo com o Luxemburgo, abaixo da vizinha Espanha, mas acima de países com a França ou a Itália.

Portugal não foi o único país a descer no ranking, tendo mais oito países revelado a mesma tendência. A Polónia foi aquele que registou uma queda maior (3 lugares). Houve oito países que melhoraram a sua posição. Neste grupo, o destaque vai para a Islândia e a Espanha, que avançaram três lugares no índice.

O autor do estudo, Marin Lessenski, sublinha a importância da educação para enfrentar a influência negativa das notícias falsas e da pós-verdade, por permitir uma maior capacidade de adaptação a diferentes situações.

Para aceder ao estudo clique aqui.