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Comunicar? Melhor por mensagem de texto

Setembro 12, 2018

Segundo o estudo que a Common Sense Media acaba de publicar, apenas um terço dos adolescentes norte-americanos prefere comunicar em pessoa. Podendo optar, a maioria escolhe fazê-lo através de mensagens de texto.

Este é um dos resultados do estudo Social Media, Social life: Teens Reveal Their Experiences (Redes sociais, vida social: os adolescentes revelam as suas experiências), que inquiriu mais de 1100 jovens norte-americanos com idades entre os 13 e os 17 anos.

O estudo tem a particularidade de ser a atualização de outro realizado também pela Common Sense Media em 2012, permitindo assim estabelecer comparações. Sendo que uma é essencial para perceber o contexto em que os dois estudos foram realizados: hoje 89% dos adolescentes têm o seu próprio smartphone, há seis anos essa percentagem situava-se nos 41%.

Em relação à forma de comunicar, em 2012, metade dizia preferir falar com os amigos em pessoa. Hoje, a percentagem diminuiu, mas mais de metade dos jovens afirma estar consciente de que as redes sociais os afastam das relações pessoais e levam a que prestem menos atenção às pessoas com quem estão.

A consciência da forma como as redes sociais os afetam não parece ter, assim, impacto no modo como as usam.

Elucidativo também desta situação é o facto de a maioria pensar que as redes sociais os manipulam para que passem mais tempo conectados, mas continuar a usá-las frequentemente ao longo do seu dia: 70% usam as redes sociais mais do que uma vez ao dia (em 2012 eram apenas 34%). Um valor que, no entanto, faz sentido se tivermos em conta que 25% considera que as redes sociais os fazem sentir menos sós; 18% acha que os fazem sentir melhor consigo mesmos e 16% pensa que levam a que se sintam menos deprimidos.

Pelo contrário, são muito poucos aqueles que consideram que as redes sociais têm um efeito negativo na forma como se sentem: apenas 3% afirmam sentir-se mais sós, 4% se sentem pior consigo mesmos depois de usá-las e 3% se sentem mais deprimidos.

E que redes sociais são estas? O Facebook já não encabeça das preferências, ao contrário do que se verificava em 2012. Hoje é a rede social preferida de apenas 15% dos inquiridos. O lugar do Facebook foi ocupado pelo Snapchat e pelo Instagram.

O estudo mostra, ainda, que as redes sociais são significativamente mais importantes na vida dos adolescentes vulneráveis e que o ciberbullying tem uma expressão muito menor do que o contacto com o discurso de ódio. 13% afirmam ter sido vítimas do primeiro, enquanto dois terços asseguram deparar-se frequentemente com discurso de ódio nas redes sociais.

O relatório completo do estudo pode ser consultado aqui.

Social Media, Social Life

Foto: Langwitches/Creative Commons